Em 2008, a equipe Renault de Fórmula 1 enfrentava dificuldades em conseguir bons resultados na temporada. O piloto Nelson Piquet Jr., que havia sido contratado pela equipe em 2007, não estava tendo bom desempenho e ocupava o último lugar no campeonato.

Foi então que o chefe da equipe, Flavio Briatore, e o diretor de engenharia Pat Symonds propuseram a Piquet Jr. que ele causasse um acidente proposital durante o Grande Prêmio de Cingapura, para que seu companheiro de equipe, o espanhol Fernando Alonso, que estava liderando a corrida, pudesse vencer.

Piquet Jr. aceitou participar da trama e bateu seu carro na curva 17, causando uma bandeira amarela e fazendo com que a corrida fosse interrompida. Com isso, Alonso conseguiu ultrapassar seus principais adversários nas paradas de box e venceu a prova.

O escândalo do Crash Gate só veio à tona em 2009, quando Piquet Jr. denunciou a trapaça em sua equipe. Ele alegou que foi coagido a participar do acidente e ameaçado com sua permanência na equipe caso se recusasse a fazê-lo.

A Renault acabou sendo punida pela Federação Internacional de Automobilismo (FIA) com a suspensão de Briatore e Symonds por tempo indeterminado da Fórmula 1, além de ser multada em US$ 100 milhões. Piquet Jr. também foi punido e banido da categoria por tempo indeterminado, mas posteriormente teve sua punição revogada quando colaborou com as investigações.

O episódio do Crash Gate manchou a reputação da Fórmula 1 e mostrou que a busca pelo sucesso a qualquer custo pode levar a comportamentos antiéticos e ilegais. A trapaça na categoria tem sido recorrente ao longo dos anos, mas esse escândalo foi um dos mais graves e teve repercussão mundial.

Atualmente, a Fórmula 1 adota medidas mais rigorosas de fiscalização e punição para evitar a ocorrência de casos de trapaça. O evento segue entre os mais vistos no mundo, reunindo milhares de fãs e garantindo uma das maiores audiências da televisão em todo o planeta.